sábado, setembro 23, 2006

Reflexões Acerca do Amor

Sentimento fica mais fácil de expressar quando a gente escuta Chet Baker. Algumas cenas também nos deixam mais atentos a esse universo tão complexo; um beijo de alguém em uma festa, um casal rindo bobamente em situação qualquer, olhares que se cruzam de duas pessoas que não estão mais juntas, mas sabem que existe algo inacabado. Sentimento é aquele que engana, difícil de identificar, mesmo quando se olha fundo e se pergunta: como estou me sentindo hoje? Não existe incógnita maior do que prever o emocional.
Comentavam dias atrás que a namorada de um amigo havia voltado a morar na cidade, ela estava fora e essa condição acabou por separá-los. Durante meses ele disse não haver pessoa que o completasse mais. Era simplesmente a mulher perfeita e havia partido. Há duas semanas, com o seu retorno, os dois tem se encontrado para continuar tudo de onde pararam. E, de repente, ele percebeu que esse momento já não existe mais. Como isso acontece não se sabe, mas é muito interessante notar esta falta de controle a qual estamos todos à mercê. Comparação nada romântica, porém, assim como a morte, o amor não tem data, nem hora para acontecer. O sentimento é algo avesso à civilização ocidental moderna cartesiana e positivista. Deve ser por isso que temos estado tão mal nas estatísticas “matrimoniais”. Por ser tão variável e relativo acabamos nos perdendo, o check list das qualidades tem data de validade, depois o que fica são particularidades que às vezes apenas o casal consegue ver. Cientistas dizem ser hormonal, naturalistas dizem ser a necessidade da preservação da espécie, astrólogos dizem serem as influências cósmicas, os menos especialistas acham que foi o “momento certo”, aquele que nos torna mais ou menos suscetíveis para entrar em uma situação, meus pais chamam de “trombada” – o que me deixa extremamente feliz por eles, não é todo dia que denominamos uma relação como algo tão intenso. Contudo, não se escolhe, pensasse estar escolhendo. Um verdadeiro sentimento não tem razões segundas, não tem nada além dele mesmo. Só a vontade de estar junto porque nos deixa mais feliz e porque a presença do outro nos faz querer ser alguém melhor.
Assisti, hoje, um filme (americano) que contava a história desse casal que, apesar de se amar muito, não conseguia viver sob o mesmo teto. Os dois acabam por se separar e se encontram meses depois em uma rua qualquer. O sentimento entre eles ainda existe e tudo que poderia ter sido, simplesmente, não aconteceu. São situações, vemos histórias assim todos os dias. Quem tem a chance de viver uma relação até que ela se esgote, vinte, trinta anos, deveria se considerar realizado. Palavra difícil de encaixar nos dias de hoje. Nosso instinto destrutivo normalmente nos faz reconhecer o realizado logo após ele ter acabado.
Reflexões... Volto ao Chet, fica fácil ver o amor com ele. Toda palavra com certeza tem um beat.


imagem: Gustav Klimt, Love, 1985.

quinta-feira, setembro 07, 2006

L'Image, cela séduit

L’instant de la fiction, c'était autan vrai.
Cette couleur, cet’image, meilleur que le propre voir, obscurci par le soleil, par la pluie, par quelque nuage.

Plus grand que le voir, plus des pixels que la propre vision optique des eyeux.

Le temp est fragmenté dans les principales instants, les autres, n’ont pas d’importance, car habituellement ces cent vingt minutes racontés pour tout les evenements.

Comme si tout avait commencé dès cet’instant, il semble qu’il a une fois existé. Les erreurs, reponse coherente. Actitudes et actions qui dechaineront l'action suivante.

L'amour. Intense, vrai, en plus des legitimes intensions amoureuses. Parfait, pure, pas convencionel, pas previsible.

La dificulté, la disparité, faite et ordonné. Comme des personnes dicotomiques: le correcte et l'incorrecte.

Une reponse finale, une conclusión, quelque chose a apprendre.

Equilibre pour l'emotion. La façon de s’approcher de l'image, des paysages. Les closes, la velocité, seulement l'essentiel, seulement le resultat du meilleur, le plus intense.

La reaction du corps et du coeur a l'image, au moment, aux couleurs, aux meilleurs instants. Vrai. Absolument vif, vécu!
Cousin et colaborateur: M.H.R.

Imagem: Jackson Pollock, Blue Poles, 1952.